
Seu pet anda mancando, com menos disposição ou dificuldade para se levantar? Ou talvez o veterinário tenha sugerido fisioterapia e você ficou cheio de dúvidas na cabeça? A gente entende — é normal querer saber exatamente no que está se metendo antes de começar qualquer tratamento. Nesta página, respondemos as perguntas que mais recebemos de tutores como você: desde “quando procurar” até “o que acontece na sessão”. Tudo de forma clara, direta e com o carinho que seu pet merece.
1. Como posso saber se meu pet precisa de fisioterapia?
Para saber se o seu pet precisa de fisioterapia, observe se ele demonstra dificuldade para mudar de posição ao deitar, para se levantar ou sentar. Outros sinais incluem indisposição, desequilíbrio, diminuição da força muscular, dor ou aumento da reatividade (mudança de comportamento). Esses são alguns indicativos de que algo pode estar errado com ele. Caso perceba algum desses sinais, agende uma avaliação com um fisioterapeuta veterinário para garantir o bem-estar do seu pet.
2. Quando devo procurar um fisiatra veterinário?
Dê preferência a uma consulta preventiva. Entender como cuidar melhor do seu pet, o que fazer para evitar lesões, e iniciar um plano preventivo com atividades físicas para fortalecimento muscular são passos importantes para garantir a saúde dele.
Se o seu animal já estiver demonstrando sinais de dor ou alterações na marcha, é essencial buscar um ortopedista ou neurologista, dependendo do caso. Após a consulta, você ou o próprio veterinário pode encaminhar seu pet para uma avaliação com um fisiatra, que irá ajudar na reabilitação e recuperação do seu amigo.
3. A fisioterapia veterinária deve ser realizada por um especialista?
Se a fisioterapia for conduzida de forma errada, onde são feitos exercícios que o paciente ainda não está apto a executar naquele momento, por exemplo, há um risco de novas lesões, aumentar as dores, etc. Por isso, é importante que seja feito por um fisiatra veterinário com boas indicações para que o tutor possa ter segurança. Dra. Katarina é formada pela UFRPE, com mestrado em Reabilitação Animal, também pela UFRPE e pós-graduada em Fisioterapia Animal, atuando nessa área há 17 anos.
4. Meu pet está com sobrepeso. Ele pode fazer fisioterapia?
Sim, e aliás, deve! A fisioterapia é uma aliada importantíssima no processo de emagrecimento saudável para pets. Trabalhamos com exercícios que ajudam a queimar calorias sem sobrecarregar as articulações, além de melhorar a disposição e qualidade de vida. E o melhor: tudo é feito com acompanhamento profissional e de forma segura.
5. Para cães que apresentam certos incômodos quando caminham mas já são idosos, como a fisioterapia pode ajudar?
A fisioterapia é indicada para pacientes idosos, pois a mesma vai ajudar na mobilidade articular, fortalecimento da musculatura, analgesia, pode auxiliar no retardo da degeneração articular, entre outros benefícios. Ela vai proporcionar mais qualidade de vida para o paciente.
6. Quando um cão faz uma cirurgia ortopédica, com quanto tempo deve começar a fisioterapia?
A fisioterapia veterinária deve ter início no pós-operatório imediato. O protocolo será desenvolvido de acordo com a necessidade, tipo de cirurgia e fase de cada paciente.
7. O que acontece durante as sessões de fisioterapia?
A sessão de fisioterapia veterinária é dividida em partes, sendo feito um pouco de cinesioterapia, hidroterapia e analgesia, na grande maioria dos casos. Claro que para cada paciente vai ter os exercícios indicados, intensidade, etc. Por isso, é muito importante uma avaliação de seu pet para que nossa especialista possa criar um plano de terapia personalizado às necessidades de seu filho de patas. Entre em contato para agendar a avaliação.
8. Eu posso acompanhar as sessões do meu pet?
Com certeza! A presença do tutor pode ser muito positiva, especialmente nas primeiras sessões, ajudando o pet a se sentir mais confiante. Também aproveitamos esse momento para explicar os exercícios e tirar todas as suas dúvidas. Nosso objetivo é que você se sinta parte ativa do processo de recuperação do seu companheiro.
9. E se meu pet não colaborar ou ficar estressado durante a sessão?
Essa é uma preocupação comum e totalmente compreensível. Mas fique tranquilo: nosso atendimento é feito com muito carinho, paciência e respeito ao tempo de cada animal. A adaptação faz parte do processo, e muitos pets que no início se mostram inseguros acabam amando as sessões. Usamos técnicas de reforço positivo e um ambiente calmo para que a experiência seja o mais agradável possível.
10. Meu pet sente dor durante as sessões de fisioterapia?
Não. Um dos principais objetivos da fisioterapia veterinária é justamente aliviar a dor, não causar mais desconforto. Todos os exercícios e técnicas são adaptados ao quadro do seu pet, respeitando seus limites. Se houver qualquer sinal de dor, o plano de tratamento é ajustado imediatamente. Nosso foco é garantir uma recuperação segura e confortável.
11. A fisioterapia pode substituir os medicamentos que meu pet está tomando?
A fisioterapia não substitui os medicamentos, mas pode reduzir muito a necessidade deles ao longo do tratamento. Em muitos casos, com o alívio da dor e a melhora da mobilidade, é possível diminuir a dose ou até suspender certos remédios — sempre com a orientação do veterinário responsável. O objetivo é promover uma recuperação mais natural e com menos efeitos colaterais.
12. Quantas sessões de fisioterapia são necessárias?
A quantidade de sessões semanais vai ser indicada dependendo da necessidade de cada paciente. Mas ao menos no início é indicado 2 sessões semanais que duram geralmente em torno de 1 hora.
13. Preciso continuar as sessões por muito tempo?
Nem sempre. O tempo de tratamento depende do diagnóstico e dos objetivos definidos na avaliação. Alguns casos são pontuais e precisam apenas de algumas semanas de sessões. Já outros, como idosos com problemas articulares, podem se beneficiar de sessões contínuas como forma de manutenção da qualidade de vida. A decisão é sempre feita junto com você, com total transparência.
14. Quanto tempo leva para eu começar a ver resultados?
Cada pet responde de forma diferente, mas muitos tutores relatam melhora já nas primeiras semanas, principalmente em relação à dor e disposição. A consistência das sessões, aliada ao plano personalizado que criamos, é fundamental para alcançar os melhores resultados. E sim, você será orientado sobre o que observar em casa para acompanhar a evolução.